Trabalhando…

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Dica do amigo revisor: Trabalho em casa.

revisor amigo dos pais de primeira viagemOutro dia eu tava aqui, na madruga, no plantão do freelancer, com um texto enorme – e chato – pra ser entregue no dia seguinte. Bem, não me chamam de “Amigo revisor” à toa: eu corrijo e edito textos, como os do Pipipum, aliás. Já tinha estourado um prazo e não podia perder de novo a data pra enviar o material. Deixei a TV ligada, no mudo, enquanto espancava o teclado, cortando pronomes e jogando no lixo advérbios desnecessários. De vez em quando eu dava uma olhada no filme – Cemitério maldito, aquele em que um bebezinho vira um morto-vivo e massacra a família inteira. Justamente na cena em que o guri engatinha pela casa com um bisturi na mão, depois de mutilar o vovô, eu dou um pulo danado, seguido de um grito medonho: a MILENA me aparece na sala, do nada, engatinhando do meu lado, rindo pra caramba. Ela acordou no meio da noite, levantou e resolveu dar um rolé pelo apartamento enquanto a mamãe tava ferrada no maior ronco e o papai aqui trabalhando. Rapaziada, eu quase enfartei, tou dizendo…

Como trabalho em casa, tenho horários meio loucos – como o Filipe e a Su (o papai e a mamãe da Família Pipipum). Eu juro que tento, mas muitas vezes – muitas MESMO – é difícil não estar trabalhando quando a Milena chega do berçário com a mamãe. Até nos fins de semana acontece de eu estar pegado com os frilas e aí não tem jeito: não consigo dar aquela atenção necessária pra guria. Falo isso de coração partido, principalmente porque sei que quem trabalha precisa reservar um tempo pra família, ainda que isso exija sacrificar a “produtividade”.

Claro, num mundo perfeito, eu vou cultivar os hábitos corretos e fazer tudo o que tenho de fazer num horário planejado. Mas nem sempre é assim que funciona – eu diria que, pra minha infelicidade, quase nunca é assim, aliás. Mas gente, gente… não pode ser assim. Vocês, meus amigos freelancers, têm uma vida de verdade pra tocar e seu ofício é apenas mais um trabalho que, como qualquer outro, exige certa disciplina. Tem de haver negociação. E o bom freelancer precisa se organizar pra não acabar com a pressão alta, dormindo só duas horas por dia e consumindo toda a cafeína disponível nesta dimensão.

E eu ainda tenho uma colher de chá, digamos: passo o dia sozinho, sem distrações. Mas a Su e o Filipe, por exemplo, têm de se desdobrar pra cuidar da Bia. A Suzani precisa parar o trabalho e dar atenção ao bebê enquanto o Filipe cozinha; e então o Filipe troca com a Su pra ela conseguir fechar outro frila. É um baita malabarismo, apesar de ser gratificante poder estar em casa e acompanhar de pertinho o crescimento do seu bebê. Mas meus amigos… que sufoco.

Nos dois casos, a palavra-chave é a mesma: organização. Anote suas obrigações numa agenda; projete metas diárias; não pule refeições; durma bem, na hora certa. Saiba dividir com o parceiro as responsabilidades e o momento de dar atenção aos filhos – na impossibilidade de os dois estarem disponíveis ao mesmo tempo, claro. E não desanime, poxa vida. Ninguém disse que ia ser fácil. Mas só você sabe o quanto te dá prazer ficar numa boa com o seu filho (e com os trabalhos em dia, pra pagar as contas sem susto, rs).

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Maratona Dia dos Namorados

pais de primeira viagem

Dica do amigo revisor: Netflix

revisor amigo dos pais de primeira viagemHum… esse friozinho gostoso… aquela vontade de ficar bem juntinho no sofá (aproveitando o soninho do bebê, que deu uma trégua pro casal)… aquele clima todo, ainda mais com a proximidade do Dia dos Namorados… Com tudo quieto e ninguém olhando, nada melhor do que curtir… uma sessão de Netflix!

Pois é, com tanta correria no dia a dia do papai e da mamãe, tentando conciliar a rotina profissional de freelancer com as obrigações da casa e o chameguinho do bebê, na hora de relaxar um pouco uma ótima pedida é explorar com atenção o enorme catálogo da Netflix. O conteúdo para as crianças, aliás, é o que mais nos chamou atenção. Tem de tudo, desde educativos até longas de animação e musicais.

Nós, aproveitando a proximidade do Dia dos Namorados, separamos três boas pedidas pra ver agarradinho no sofá da sala ou deitado sob as cobertas no quarto (hehehe). Olha só, pessoal:

Love (Judd Apattow e Paul Rust, 2016)
Mickey (Gillian Jacobs), a produtora de um programa de rádio, e Gus (Paul Rust), que dá aulas particulares para uma temperamental atriz mirim, se esbarram numa loja de conveniência numa situação insólita e decidem se conhecer melhor – apesar de ambos terem acabado de sair de outros relacionamentos. A série, original da Netflix, tem 10 episódios de cerca de 40 minutos e é daquele tipo que você acaba vendo de uma vez só.

Meia-noite em Paris (Woody Allen, 2011)
Passeando por Paris com sua noiva Inez (Rachel McAdams) e os sogros, o roteirista de Hollywood Gil Pender (Owen Wilson) busca inspiração nos escritores da “Geração Perdida” para se tornar ele mesmo um escritor de verdade. Num passeio solitário, por volta da meia-noite, Gil se vê transportado para a Cidade Luz dos anos 1920 e conhece de perto seus ídolos, como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald, com quem faz amizade e troca impressões literárias. Ele acaba se apaixonando por uma moça do passado (Marion Cottilard), que compartilha com ele a mesma nostalgia de um tempo que não viveu.

Amor sem escalas (Jason Reitman, 2009)
O executivo Ryan Bingham (George Clooney), cuja função é demitir pessoas, tenta convencer Natalie Keener (Anna Kendrick), que criou um novo sistema de demissão por videoconferência, de que esse sistema é um desastre. Eles então saem em viagem para visitar diversas empresas e Ryan busca provar que, na verdade, seu jeito “old school” de demitir as pessoas ainda é o ideal. Numa dessas viagens, Ryan conhece Alex (Vera Farmiga), outra executiva que também ganha a vida viajando pelo país, e os dois logo se veem atraídos um pelo outro.

Bem, essas foram só algumas dicas de conteúdos dos quais gostamos muito, mas vocês em casa fiquem à vontade para explorar a Netflix – mas sem acordar o bebê, rs.

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Bia game

engatinhando

Dica do Amigo Revisor: Pequenos desbravadores

revisor amigo dos pais de primeira viagemOutro dia a gente tava aqui no Pipipum contando a saga de papais e mamães para manter seus pequenos dentro dos limites territoriais da casa. Porque quando eles começam a andar o mundo parece crescer na mesma hora e eles já saem por aí desbravando os ambientes mais desafiadores. Pra refrear um pouco — só um pouco, porque a gente gosta de ver nossos filhos se desenvolvendo, né — esse ímpeto, lá vão papai e mamãe bolar maneiras mirabolantes para o bebê não sumir de vista. A gente, por exemplo, ergue pequenas barricadas para barrar o caminho dos pequenos, esperando que eles fiquem à vista, mas vejam só: eles se adaptam.

A Milena logo descobriu que podia passar por baixo de mesas e cadeiras, arrastar os móveis e até descer do sofá. (Agora, recentemente, também aprendeu a abrir as portas de correr do nosso apartamento, o que me causou o mesmo espanto de ver aqueles dinossauros em Jurassic Park manuseando as maçanetas do centro de controle da ilha Nublar, rs.) Como ficamos mais na sala, passamos a improvisar obstáculos para que ela não fosse bisbilhotar na cozinha ou meter a mão no vaso do banheiro (é um pesadelo recorrente). Mas eis que agora a guria aperfeiçoou seus métodos de fuga e já ensaia ESCALAR esses obstáculos.

Para ver o que tem em cima da mesa, além do alcance das suas mãozinhas, a Milena agora SE PENDURA na pontinha e faz uma força tremenda pra içar o corpinho. Felizmente, ainda não conseguiu, mas me parece questão de tempo até ela conseguir pelo menos dar uma olhada na papelada. E as barricadas já não a intimidam mais; apesar de ainda não ter muita noção espacial, digamos, quando se depara com alguma coisa no seu caminho ela logo levanta a perninha e tenta um impulso. É fofo, mas assustador.

Essa fase da criança passa tão rápido, e é linda, mas é preciso ter cuidado e fazer o “plantão do bebê”: pare tudo, mas tudo mesmo, e fique de olho no seu filho quando ele estiver correndo pela casa, porque ele não vai parar enquanto não explorar todos os cantos do seu — por ora — microuniverso.

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Meu brinquedo favorito

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Dica do Amigo Revisor: Brinquedos.

revisor amigo dos pais de primeira viagemQuando o bebê é muito pequenininho, a gente compra um monte de brinquedinhos que são mais decorativos do que propriamente brinquedos, né. Aqueles móbiles com musiquinhas, ursinhos que ficam lindos naqueles nichos de parede, coisas do tipo.

Depois, quando a criança cresce um pouquinho, lá vai você procurar chocalhinhos do tipo que emitem o som de algum bichinho, cubinhos coloridos, algum instrumento musical de mentirinha, e por aí vai.

Ou seja, você só quer o que há de melhor (e, de preferência, barato, porque são tempos difíceis, afinal) pro seu filho, algo educativo, algo que chame sua atenção e o mantenha entretido, divertindo-se.

Mas, por incrível que pareça (ou não, porque a gente sabe que isso é bem comum), a gurizada parece mais interessada em coisas bem simples, como… caixas de sapato! Ou caixinhas de fósforo, latas de leite em pó, embalagens de qualquer tipo. As crianças, por algum motivo, também costumam ficar mais fascinadas com os embrulhos dos presentes do que com o presente em si. Balões, em geral, são outra diversão quase hipnótica — e custam bem baratinho!

A dica de hoje é: deixe o seu filho brincar à vontade com qualquer tipo de quinquilharia. Se ele se diverte e se a quinquilharia é inofensiva, por que não? Além disso, é bom para desenvolver a imaginação da criança — e bom pro bolso do papai e da mamãe, rs.

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A culpa é sempre do papai

choro bebê

Dica do Amigo Revisor: Mamãe diz A, papai diz B.

revisor amigo dos pais de primeira viagemÉ dureza essa vida de pais de primeira viagem, viu. Tanta coisa pra decidir. Muitas vezes a gente é obrigado a ser mais pragmático, por conta do tempo disponível, das obrigações profissionais, das relações familiares, do orçamento cada vez mais apertado. E então papai e mamãe precisam sentar juntos pra discutir o itinerário dessa viagem fofa e turbulenta que é criar um filho.

É muito, muito comum que os papais e mamães desta geração trabalhem fora; podem reparar, é cada vez mais difícil encontrar casais, principalmente entre os mais jovens, em que a mulher ou o homem se dedique exclusivamente à casa ou aos filhos. As obrigações, então, passaram a ser mais compartilhadas e aquelas “funções” que antes pareciam ser quase inerentes às mulheres hoje já podem ser consideradas “unissex”. E isso é muito bom, sabe. \o/

Mamãe e papai apitam do mesmo jeito, mas é preciso apitar no ritmo pra que tudo ocorra nos conformes. Obviamente, isso também afeta a forma de encarar a criação dos filhos. Então: é preciso haver um meio-termo sobre como proceder na relação com a criança, uma sintonia para que o seu filho também compreenda que há um equilíbrio. Vou dar um exemplo (bem bobinho, mas que talvez ilustre melhor o que estou tentando explicar): se a mamãe chama a atenção do bebê bagunceiro, o papai não pode ficar achando graça; tem que demonstrar que também não está gostando. Mas, claro, papai e mamãe não concordam o tempo inteiro; é aí, portanto, que cabe aquela conversinha, pra garantir a harmonia da casa.

A dica de hoje é bem simples: papai e mamãe têm de conversar pra se entender sobre como criar o bebê. Não há certo ou errado, mas pontos de vista. Um cafezinho, um dedo de prosa e muito amor resolvem qualquer parada.

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